Analítica dos conceitos
- decomposição da própria faculdade do entendimento, para examinar a posssibilidade dos conceitos a priori, procurando-os somente no entendimento, como seu lugar de origem, e analisando em geral o uso puro do entendimento.
- percurso: conceitos puros nos seus germes e disposições humanas até o seu desenvolvimento por ocasião da experiência e em seguida libertos das condições empíricas que lhe são inerentes e sejam apresentados em sua pureza
- capítulo 1- do fio condutor para a descoberta de conceitos puros do entendimento
- filosofia transcendental : procura conceitos segundo um princípio (entendimento)
conceitos que brotam do entendimento como de uma unidade absoluta, puros e sem mistura, tem de se ligar entre si segundo um conceito ou uma ideia.
- a priori. vantagem desse método : exclui o acaso ou o capricho daquele que conceitua
- primeira seção- do uso lógico do entendimento em geral
- entendimento ( definição negativa ) : faculdade não sensível do conhecimento
- fora da intuição não há outro modo de conhecer senão pro conceitos
- conhecimento do entendimento =conhecimento por conceitos= conhecimento discursivo . não intuitivo ( âmbito sensível)
- intuição está para afecções dos sentidos. entendimento está para funções
- funções: unidade de ação que consiste em ordenar diversas representações sob uma representação comum.
- conceitos : fundam -se na espontaneidade do pensamento, tal como as intuições sensíveis sobre a receptividade das inpressões (p.102)
- conceito nunca é referido a um objeto imediatamente, mas a qualquer outra representação ( quer seja intuição ou mesmo conceito). (obs: única representação que se refere diretamente ao objeto é a intuição).
- entendimento só pode fazer USO desses conceitos por meio da formulação de Juízos
- JUÍZO: conhecimento mediato do objeto, portanto a representação de uma representação dessse objeto ( p.102)
- em cada conceito há um conceito válido para diversos conceitos e que, nesta pluralidade, compreende também uma dada representação, referindo-se esta última imediatamente ao objeto.
- " Assim todos os juízos são funções da unidade entre as nossas representações, já que , em vez de uma representação imediata, se carece, para conhecimento do objeto , de uma mais elevada, que inclua em si a primeira e outras mais, e deste modo se reunem num só, muitos conehyciemtnos possíveis." ( p.103)
- entendimento pode ser ser representado como FACULDADE DE JULGAR
- julgar é capacidade de pensar - se pensa por conceitos- juízo = uso dos conceitos formulados
- MAS conceitos ( enquanto predicados de juízos posssíveis) referem-sea qualquer representação de objeto ainda indeterminado.
- ex: o conceito de corpo significa algo, como um metal, que por sua vez (o metal) pode ser conhecido por meio deste conceito.
- conceito: predicado de um juízo possível. só é conceito na medida que nela são contida outras representações, por intermédio das quais se pode referir o objeto.
- todas as funções do entendimento = funções da unidade do juízo
- Segunda seção - da função lógica do entendimento nos Juízos
- abstração do conteúdo de um juízo geral--simples forma do entendimento--- redução da função do pensamento a 4 rubricas ( cada qual com 3 momentos): ( funções lógica dos juízo )
- 1.Quantidade dos Juízos
- Universais
- Particulares
- Singulares
- 2. Qualidade
- Afirmativos
- Negativos
- Infinitos
- juízo que formulam limite entre os inúmeras possiblidades. Ex: alma não é imortal. entre a inúmeras coisas ela diz negativamente uma coisa entre milhares que não imortal. exlcuiu um
- 3. relação
- Categóricos
- a) do predicado com o sujeito
- consideram-se apenas dois conceitos
- Hipotéticos
- b) do princípico com a sua consequência
- considera-se dois juízos
- ex: Se houver justiça, o mau obstinado será castigado
- relação causa-consequência de duas porposições ( juízos): Há uma justiça perfeita e o mau obstinado é castigado.
- não se sabe se tais porposições são verdadieras em si- apenas a consequência é pensada
- Disjuntivos
- c) do conhecimento dividido e de todos os membros da divisão entre si
- considera-se vários juízos nas sua relações recíprocas
- ex: ou ou- uma ou mais proposição em oposição lógica- uma proposição exclui a outra. mas ao mesmo tempo constitui uma comunidade de esfera possível do conhecimento.
- 4.Modalidade: não contribui com o conteúdo do juízo , se refere apenas ao valor da cópula em relação ao pensamento em geral.
- Problemáticos
- juízos em que se atribui à afirmação ou negação um valor apenas possível ( arbitrário)
exprime mera possibilidade lógica
- aceitação simplesmente arbitrária de tomar esta proposição por válida pelo entendimento
- Assertóricos
- juízos em que esse valor é considerado real ( verdadeiro)
- Apodíticos
- aqueles em que se considera esse valor necessário
- terceira seção: dos conceitos puros do entendimento
- o diverso advindo da sensação exige , por causa da espontaneidade do nosso pesamento , que o diverso seja percorrido, recebido e ligado de determinado modo que se converta em intuição
- isto é Síntese
- o ato de juntar, uma às outras diversas representações e conceber a sua diversidade num conhecimento.
- síntese pura; quando o diverso não é dado empiricamente , mas a priori ( como o que é dado no espaço e no tempo) .
- "antes de toda análise das nossas representações, tem estas de ser dadas primeiramente e nenhum conceito pode ser de origem analítica quanto ao conteúdo . "
- reúne os elementos para o conhecimento e os une num determinado conteúdo.
- "A síntese em geral é como veremos mais adiante um simples efeito da imaginação função cega,,embora imprescindível, da alma, sem a qual nunca teríamos conehcimento algum, mas da qual muito raramente temos consciência."
- síntese reporta a conceitos- gera conheciemnto
- síntese pura, representada de uma maneira universal = dá o conceito puro do entendimento
- esta síntese se assenta sob a unidade sintética a priori
- uma síntese segundo conceitos ( entre conceitos?), se fundamenta sob a base comum da unidade.
- diversas representaçõs são reduzidas analiticamente a conceito. Já a lógica transcendental
- faz com que a síntese pura de das representações se reduza a conceitos
- passos para o efeito de conhecimento de todos os objetos a priori
- 1- o diverso da intuição pura
- 2- a síntese desse diverso pela imaginação ( ainda não proporciona conhecimento)
- os conceitos são o terceiro passo para o conheciemnto de um dado objeto e assentam no entendimento.
- conceito aqui confere unidade a esta síntese pura e consistem unicamente na representação desta unidade sintética necessária.
- conceito puro do entendimento: dá unidade às diversas representações num juízo e unidade também à mera síntese de representações diversas numa ituição
- se referem a priori aos objetos
- ENTENDIMENTO se esgota em duas funções-
- funções lógicas (tábua anterior) do juízo
- categorias (conceitos puros do entendimento)
- tábua de categorias
- 1-DA QUANTIDADE
- unidade
- pluralidade
- totalidade
- 2.DA QUALIDADE
- Realidade
- Negação
- Limitação
- 3-DA RELAÇÃO
- inerência e subsistência ( substantia et accidens)
- Causalidade e dependência ( causa e feito)
- Comunidade ( ação recíproca entre o agente e o paciente)
- 4- DA MODALIDADE
- Possibilidade--impossibilidade
- Existência -não eexistência
- Necessidade-contigência
- categorias : conceitos originariamente puros, da síntese que o entendimente a priori contém em si, e apenas graças ao quais É UM ETENDIMENTO PURO
- SÓ MEDIANTE AS CATEGORIAS PODE COMPREENDER ALGO NO DIVERSO DA INTUIÇÃO, ISTO É, PODE PENSAR UM OBJETO DELA ( P.111)
- CONSIDERAÇÕS SOBRE A TÁBUA DECATEGORIAS
- tábua indispensável teoricamente para elaborar o TODO qu forma uma ciência pois baseia-se em:
- conceitos a priori
- dividida sistematicamente segundo princípios determinados ( lista completa dos conceitos elementares do entendimento e até mesmo a forma de um sistema desses conceitos no entendimento humano)
- contém nela todos os momentos de uma projetada ciência especulativa e, inclusive, a sua ordenação.
- primeira observaçãọ: tábua contem 4 classes de conceitos do entendimento
- podem ser subdivididas em duas seções
- 1-referindo-se a objetos da intuição ( tanto pura como empírica)
- 2- referindo-se a existência desses objetos ( quer em relação entre eles, quer em relação com o entendimento.)
- segunda observação: sempre em cada classe um número igual de categorias (3).
- gera reflexão: toda a divisão a priori por conceitos deve ser uma dicotomia.
- acrescenta-se que a terceira categoria resulta sempre da ligação da segunda com a primeira d esua classe
- ex: totalidade= pluralidade considerada como unidade. limitação: realidade ligada a negação. comunidade= causalidade de uma substância em determinação recíproca com outra substância. necessidade:existência dada pela possibilidade
- não é conceito derivado das outras duas
- unidade qualitativa
- requisitos para formulação de um conceito:
- a unidade do conceito
- a verdade tudo que dele pode ser dele imediatamentee derivado
- integralidade de tudo que dele se extraiu
- critério de uma hipótese (p.117)
- unidade ( sem hipótese subsidiária)
- verdade das consequências que dele derivm
- integralidade do principio explicativo em relação a esta consequência
- capítulo II- da dedução dos conceitos puros do entendimento
- primeira seção
- dos princípios de uma dedução transcendental em geral
- dedução transcendental: o modo pelo qual esses conceitos podem se refeir a priori a objetos extraídos de nenhuma experiência
- diferente da dedução empírica: como se adquire um conceito mediante a experiência
- dois tipos de conceito a priori
- intuição do espaço e do tempo -foras da sensibilidade
categorias-forma do pensamento
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
analítica dos conceitos -incompleto
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
libelo contra arte moderna ( 1956)- 2012
frança = racionalista ( por isso comunicação feita na frança)
espanha= místico e irracional ( cárater positivo, não-pejorativo)
inteligência gera --- ceticismo, incerteza
por isso os espannhóis ( Picasso e dalí) devem ir de vez em quando a paris levar um pouco de verdade sangrenta.
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crítica e classificação dos críticos da velha arte moderna
( cornudos ideológicos)
dois tipos (fora o cornudo stalinista)
*dadaísta - velho e já receber as honras por ter querido " assassinar a pintura"
ou
* o crítico elogioso ( ditirâmbico) da velha arte moderna, que se deixou levar pelo encantamento/engano de antigos movimentos modernos desde o dadaísmo.
exemplos desse corneamento ( engano):
1) ele foi enganado pela pintura
2) ele foi enganado pelo moderno
3) ele foi enganado pela técnica
4) ele foi enganado pelo abstrato
INTRODUÇÂO DA FEIÚRA na ARTE MODERNA: RIMBAUD
" A BELEZA SENTOU-SE EM MEUS JOELHOS E ESTOU FATIGADO DELA"
O crítico encara a frase de modo a :
gerar aversão ao classicismo
classicismo vira sinônimo de frivolidade
nova beleza = atrativos da feiúra
" todos os equívocos eram possíveis" ( p.27)--
pintores passam a fazer o feio para ficar em consonância aos críticos
mais feio = mais moderno
Exceção: PICASSO
picasso faz o feio de propósito. engana os críticos ditirâmbicos que tentavam reencontrar a verdadeira beleza no feio.
marquês de sade , picasso , salvador dalí e a multidão de rua tem o mesmo ideal= beleza está no corpo = corpo pitagórico ( harmonia).
salvador dali em carta agradece picasso: a feiúra das obras de picasso mataram a arte moderna .
elogio a picasso é de destruir rapidamente e por completo o ideal de beleza da arte pelo ápice de feiúra, para que assim se possa novamente retornar a beleza ( a rafael)
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O "moderno" enganou os críticos . o moderno foi o que envelheceu mais depressa.
comentário sobre le corbusier e gaudí
segundo dali: le corbusier = inventor da arquitetura da autopunição
gaudí = gozar = último grande gênio da arquitetura
* defesa de dalí sobre gaudí em publicação em cahiers d'art ( para isso dalí pensa o modern' style)
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época do"1900" ->utilização literária demasiado fácil e com tendência contínua. recuo exagerado a uma época relativamente próxima gera sucesso nostálgico e, por contraste a uma situação atual, um pouco de comicidade frente as obras feitos.
Dalí defende e critica que o afastamento do 1900 ( visto como anacronismo) serve como desculpa para um estúpido complexo de superioridade da atualidade
Modern style => visto como esse recuo demasiado , um anacronismo.
A desobediência civil - esquema ( início de 2010)
maioria : deveria decidir regras de conveniência apenas.
maioria vs consciência individual
/--------fiel a consciência
voto tem papel irrelevante --Estado--interesse dos comerciantes agricultores
* Leis injustas--- solução : transgredir
o " melhor governo é o que governa menos : O melhor é o que não governa
consciência>leis
injustiça --> senão se revoltar ao menos se abster
* anti-explorador: valorização do homem como prjeto individual ( e o homem respeita essa possibilidade do outro) --- thoureau não diz o porquê-- aporia
" vim a este mundo não, principalmente, para fazer dele um bom lugar para se viver, mas para viver nele , seja bom ou mau" (thoreau)
* thoreau : não pagar impostos se não satisfeito ( 28/29)
Ser preso se preciso : prova de injustiça do Estado
" o Homem rico está sempre vendido a instituição que o faz rico"
Depender só de si ( materialmente)
Crítica: coação física-- prisão : reclusão para deter uma consciência intelectual
sociedade/Estado : "Ela pode estar em grande e não saber o que fazer, mas não posso ajudá-lo nisso."---> "ajudar a si mesmo" ( como Thoreau)
* Relato de sua prisão ( 1 dia)
* Recusa o estado, afasta-se dele : não paga imposto -- usa o estado
Estado não é vontade de deus ( natural ou bruta)-- não é fatal
/---é humano
Crica- Webster
abolicionista
respeito pelo indivíduo--poder mais alto e independente
Estado não tem direito sobre mim ou meu patrimônio.
anotações avulsas - meditação da técnica ( ortega y gasset)-2 25/07/2012
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técnica poupa vida—o que ele faz com tempo que poupa?---ócio--supérfluo---homem busca o supérfluo por excelência
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resposta a pergunta: que é o iluminismo (1784) - esquema-28/01/2012
Iluminismo : saída do homem de sua menoridade de que ele próprio é culpado
menoridade : incapacidade de se servir do entendimento sem orientação de outrem.
culpa própria: falta de decisão e de coragem em se servir de si mesmo, sem o guia de outrem. SAPERE AUDE! ( ousa saber) ( horácio) --uso do próprio entendimento
maioridade natural ( naturaliter maiorennes) [biológica]:torna a possibilidade de crítica no sujeito
ficam na menoridade os que seguem: tutores/guias espirituais; livros guias
dificuldade : homem acostumado a menoridade ( quase uma natureza - fruto do mau uso dos seus dons naturais ou instrumentos mecânicos do uso racional)
Alguns tutores: dominam o público - obrigam o homem a permanecer na menoridade : não incitam a ilustração.--------consequência : lentidão do público a chegar a ilustração.
Um público pode por si mesmo se esclarecer: inevitável se for dado liberdade
Revolução: {talvez}---gere queda do despotismo pessoal e opressão gananciosa domindadora, MAS não leva a uma verdadeira reforma do modo de pensar .
Revolução: Pode gerar novos preconceitos como os antigos : rédeas para a massa sem pensamento
ilustração EXIGE liberdade
/---uso público da razão em todos os elementos ( livre)
*uso público da razão : Aquele que qualquer um, enquanto erudito,faz uso da razão perante o grande público letrado
erudito: scholar,perito
público genuíno : mundo
*Uso privado da razão: aquele que faz uso da razão num certo cargo público ou função a ele confiado.
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aplicação na comunidade : homem é um duplo na comunidade :
---passivo: seguir ordens do governo: obedecer para manter os fins;
e
----ativo (erudito): raciocinar e se dirigir por escrito a um público genuíno ( emitir seu ponto de vista) . erudito tem possibilidade de contestar
homem é passivo e ativo : obedece e contesta simultaneamente
Exemplos:
Ex: oficial do exército : obedece a ordem, mas pode fazer observações sobre os erros para que seu público julgue.
ex: Pagar impostos: deve-se pagar impostos ( obrigação), mas , como erudito , pode-se expor a injustiça de tal pagamento.
Ex: Clérigo : catecismo ( igreja) : passivamnete devo ensinar conforme a igreja o catecismo, mas como erudito tenho a liberdade de apontar ao público sobre os erros dos símbolos religiososos.
Uso privado: doméstico; circunscrito a situação específica ( particular)
uso público: erudito escreve para todos do mundo.
*
pedra de toque do que pode ser decretada como lei : pode um povo impor a si próprio essa lei?
Manutenção da ordem atual , mas possibilidade de crítica enquanto erudito
Até
que os cidadãos , unindo-se ( não todos) pudessem apresentar proposta frente no trono ( poder) para possíveis modificações--- ênfase na questão religiosa ( liberdade de credo)
Não se pode é deixar imutável ( reerguido ou qualquer ) sem possibilidade de críticas.
*
Homem pode adiar, por um tempo, a ilustração mas não renunciá-la a si ou para descendência --- tal ato lesa o direito da humanidade
*
#MONARCA
Nem o monarca , nem a humanidade pode decidir renunciar a ilustração
papel do monarca: sua vontade unifica a vontade do povo;
se há ordem civil, súditos podem agir por si e inclusive criticá-lo " Caesar non est supra grammaticos"
Príncipe : deve nada prescrever sobre religião
*
#Época e iluminismo
"VIVEMOS NÓS AGORA NUMA ÉPOCA ESCLARECIDA? R-Kant: NÃO, mas vive-se na época do iluminismo ( servir-se do seu próprio entendimento; processo em que que se está aperfeiçoanado o seu entendimento sempre)
---Falta muito ( principalmente em religião)
*
Liberdade religiosa
difusão religiosa pode gerar conflitos com obstáculos externos de um governo que a si mesmo se compreende mal; R-mas não há o que recear pela ordem e unidade comunitária, pois os homens libertam-se do brutal , quando não se procuram conservar nele.
*
PARODOXO
maior liberdade civil= maior liberdade do espírito do povo; mas estabelece limite que não se transpõe
menor liberdade civil: cria espaço gradual para alargar segundo capacidade do povo
Mas mesmo aquele que esclarecido ( pensa por si) e tem um exército ( rei) pode dizer algo contra o estado livre e ousar: Raciocinai o quanto quiserdes, e sobre o que quiserdes, mas obedece"
LIBERDADE: atua no sentimento do povo e mesmo nos princípios do governo : tratar o homem conforme sua dignidade
terça-feira, 27 de agosto de 2013
samba de gafieira-colcha de retalhos
samba de gafieira
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etimologia;
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gafieira
A palavra surgiu nos anos 20 do século passado nos salões cariocas de dança. Esses animados lugares logo passaram a ser conhecidos como gafieiras, palavra que vem de gafe. É que, segundo os mais tarimbados e exigentes, muitos freqüentadores dançavam de qualquer jeito cometendo gafes sucessivas, ai das damas...
fonte: http://www.dicionarioetimologico.com.br/searchController.do?hidArtigo=F5A9C9783B6C42E6397F75E4030398A5
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samba
1 -a origem mais provável da palavra samba esteja no desdobramento ou na evolução do vocábulo "semba", que significa umbigo em quimbundo (língua de Angola). A maioria desses autores registra primeiramente a dança, forma que teria antecedido a música.
2- a possibilidade de o vocábulo ter-se derivado da palavra "muçumba", uma espécie de chocalho.
3-
Também Mário de Andrade 4 assinala outras origens possíveis para o termo e para a dança. Segundo ele, bem poderia vir de "zamba", tipo de dança encontrada na Espanha do século XVI, além de mencionar o fato de que "zambo" (ou "zamba") significa o mestiço de índio e negro.fontes : http://www.estrelabrasileira3.com.br/mpb_hist%20sampa.html
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gafieira
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histórico
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influências
Lundu
Originária de Angola e do Congo, o lundu é um tipo de dança africana - na época considerada até obscena - , que tinha como passo coreográfico a própria umbigada. Apareceu no Brasil por volta de 1780. Alguns autores o comparam com o batuque praticado nas senzalas. No final do século XVIII, surgiu como canção, tanto no Brasil, quanto em Portugal.
José Ramos Tinhorão 12, citando o maestro Batista Siqueira, distingue as duas manifestações (coreográfica e musical), afirmando que até hoje não foi possível "saber se, de fato, a dança lundu inspirou o tipo de cantiga do mesmo nome, e de como se deu essa passagem daquilo que era ritmo e coreografia - para o que viria a ser canção solista."
Acolhido por todas as camadas sociais, inclusive os aristocratas, o lundu acabou ganhando a simpatia dos centros urbanos a partir de 1820, invadindo os teatros do Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, onde seus números eram apresentados no entremez, espécie de quadro cômico e musical realizado durante os entreatos de dramas e tragédias. Em 1844, porém, o país foi tomado de assalto por outro tipo de ritmo - também de compasso binário e dançado em pares - que na Europa estaria causando um tremendo furor: este ritmo nada mais era do que a polca.
Polca
De acordo com definição contida no Dicionário de Música Popular Brasileira: erudita, folclórica e popular 13, a polca é um tipo de dança rústica originária da região da Boêmia (parte do império austro-húngaro), tendo chegado à cidade de Praga em 1837, quando se transformou em dança de salão. De ritmo alegre e saltitante, espalhou-se rapidamente pela Europa, tornando-se a coqueluche dançante da época. No Brasil veio trazida por companhias teatrais francesas, fazendo sua estréia oficial em 3 de julho de 1845 no Teatro São Pedro. Tornou-se tão popular que uma agremiação foi fundada em seu nome: A Sociedade Constante Polca. Segundo José Ramos Tinhorão 14, o gênero obteve o sucesso que o lundu, sozinho, jamais havia conseguido realizar:
"... a semelhança de ritmo com o lundu permite uma fusão que poderia às vezes ser nominal, mas que garante ao gênero de dança saído do batuque a possibilidade de ser, afinal, admitido livremente nos salões sob o nome mágico de polca-lundu."Maxixe
Primeira dança considerada autenticamente brasileira, tendo como ancestrais diretos a umbigada, o batuque e o lundu, o maxixe tem sua origem nos bairros de contingentes negros e mestiços do Rio de Janeiro, como Saúde e Cidade Nova.
Sua aparição, por volta de 1870, deveu-se principalmente à vontade de se dançar, de forma mais livre, os ritmos em voga na época, principalmente a polca. O maxixe, na opinião de José Ramos Tinhorão 16, foi sobretudo obra do "esforço dos músicos de choro em adaptar o ritmo das musicas à tendência dos volteios e requebros de corpo com que mestiços, negros e brancos do povo teimavam em complicar os passos das danças de salão".
Para Mário de Andrade 17, no entanto, o maxixe seria a síntese do tango e da habanera (pelo lado rítmico) com o andamento da polca, aliado a síncopa portuguesa. E ainda, na interpretação de Tinhorão 18, a "transformação da polca via lundu".
Aliás, como o lundu, apresentado nos intervalos de peças teatrais 50 anos antes, o malicioso maxixe, com o passar do tempo e com a popularidade alcançada pelos chorões, ganhou os palcos do Rio de Janeiro, sendo saboreado pelos freqüentadores das revistas teatrais:
"Não é de se estranhar que num palco e com o incentivo da platéia, o lundu tivesse o seu aspecto erótico exacerbado. Mais curioso é que esse mesmo processo de teatralização de uma dança de origem negra se repetiu meio século depois no Rio de Janeiro, com o maxixe." 19
Chula
A chula é um gênero de dança ou de canção de origem portuguesa surgida no final do século XVII. Também herdeira da umbigada - com seus requebros, volteios e sapateados - adquire entre nós uma forma maliciosa e erótica. O termo reapareceu entre os sambistas no início do século. Assim o define João da Baiana 15:
"Antes de falá samba, a gente falava chula. Chula era qualquer verso cantado. Por exemplo. Os versos que os palhaço cantava era chula de palhaço. Os que saía vestido de palhaço nos cordão-de-velho tinha chula de palhaço de guizo. Agora, tinha a chula raiada, que era o samba do partido alto. Podia chamá chula raiada ou samba raiado. Era a mesma coisa. Tudo era samba de partido-alto. E tinha samba corrido".fontes : http://www.estrelabrasileira3.com.br/mpb_hist%20sampa.html
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influenciou que ritmos e danças
MPB, tropicália, rap ,brasileiro, funk, bossa nova.Suingueira
uma influência que se retroalimenta= os ritmos que influencia em geral influenciam também o samba ( reciprocidade)
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tipos de samba (gênero)
Samba-enredo
Surge no Rio de Janeiro durante a década de 1930. O tema está ligado ao assunto que a escola de samba escolhe para o ano do desfile. Geralmente segue temas sociais ou culturais. Ele que define toda a coreografia e cenografia utilizada no desfile da escola de samba.Samba de partido alto
Com letras improvisadas, falam sobre a realidade dos morros e das regiões mais carentes. É o estilo dos grandes mestres do samba. Os compositores de partido alto mais conhecidos são: Moreira da Silva, Martinho da Vila e Zeca PagodinhoPagode
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, nos anos 70 (década de 1970), e ganhou as rádios e pistas de dança na década seguinte. Tem um ritmo repetitivo e utiliza instrumentos de percussão e sons eletrônicos. Espalhou-se rapidamente pelo Brasil, graças às letras simples e românticas. Os principais grupos são : Fundo de Quintal, Negritude Jr., Só Pra Contrariar, Raça Negra, Katinguelê, Patrulha do Samba, Pique Novo, Travessos, Art Popular.Samba-canção
Surge na década de 1920, com ritmos lentos e letras sentimentais e românticas. Exemplo: Ai, Ioiô (1929), de Luís Peixoto.Samba carnavalesco
Marchinhas e Sambas feitas para dançar e cantar nos bailes carnavalescos. exemplos : Abre alas, Apaga a vela, Aurora, Balancê, Cabeleira do Zezé, Bandeira Branca, Chiquita Bacana, Colombina, Cidade Maravilhosa entre outras.Samba-exaltação
Com letras patrióticas e ressaltando as maravilhas do Brasil, com acompanhamento de orquestra. Exemplo: Aquarela do Brasil, de Ary Barroso gravada em 1939 por Francisco Alves.
Samba de breque
Este estilo tem momentos de paradas rápidas, onde o cantor pode incluir comentários, muitos deles em tom crítico ou humorístico. Um dos mestres deste estilo é Moreira da Silva .
Samba de gafieira
Foi criado na década de 1940 e tem acompanhamento de orquestra. Rápido e muito forte na parte instrumental, é muito usado nas danças de salão.
Sambalanço
Surgiu nos anos 50 (década de 1950) em boates de São Paulo e Rio de Janeiro. Recebeu uma grande influência do jazz.. Um dos mais significativos representantes do sambalanço é Jorge Ben Jor, que mistura também elementos de outros estilos.fonte: http://www.omundodosamba.com.br/historiadosamba.html
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regiões principais
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bahia
- samba de roda ( patrimônio cultural)
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rio de janeiro
Rio de Janeiro, então capital federal: a transferência da mão-de-obra escrava da Bahia (onde se cultivava a cana, o algodão e o fumo) para o Vale do Paraíba (onde se plantava o café), a abolição da escravatura e o posterior declínio do café acabaram liberando grande leva de trabalhadores braçais em direção à Corte; além disso, a volta dos soldados em campanha na Guerra de Canudos também elevou o número de trabalhadores na capital federal.
Muitos desses soldados trouxeram consigo as mulheres baianas, com as quais haviam se casado. Essa comunidade baiana - formada por negros e mestiços em sua maioria - fixou residência em bairros próximos à zona portuária (Saúde, Cidade Nova, Morro da Providência), onde havia justamente a demanda do trabalho braçal e por conseqüência, a possibilidade de emprego. Não demorou muito para que no quintal dessas casas as festas, as danças e as tradições musicais fossem retomadas, incentivadas sobretudo pelas mulheres.fontes : http://www.estrelabrasileira3.com.br/mpb_hist%20sampa.html
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são paulo
samba com características e "sotaques" diferentes devido a influencia das comunidades imigrantes ( italianos, libaneses,etc)
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bahia
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influências
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usos
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arte
como lidar com o corpo
+ - samba show vs dança de salão
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samba show (apresentações)
- passos acrobáticos
- apoio de recursos materiais d e palco: mesas, véus, bengalas,etc ( cenografia)
- maior uso de técnicas teatrais
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samba ( dança de salão)
- recurso : o outro ( o par)
- ênfase não necessariamente como arte ( no sentido de belas-artes)
não entro em questão que tipo de dança ou tipo de samba é arte, mas o uso de espaços sociais tradicionais voltados para arte ( teatros,anfiteatros,cinemas) como um critério de aceitação mínimo da população do mesmo como algo artístico.
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samba show (apresentações)
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pedagogia
- implementação optativas de dança como atividade de eduacação física
- propicia sociabilidade e respeito de compreensão do outro ( parceiro)
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social
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visão de classe
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classe média
+ - "Assim como a marcha, o "samba anônimo" - batucado e gingado coletivamente - surgiu com o desenvolvimento do carnaval, para atender às camadas subalternas que ainda não possuíam um tipo de música própria que as representasse durante os desfiles e comemorações do Rei Momo. Aos poucos, foi atraindo músicos da classe média que tinham acesso à "mídia" da época - o rádio, também em sua fase inicial - e acabou perpetuando-se no tempo graças aos foliões de rua."
- rádio e gramofone (boom das mídias
questão : e hoje?como é o grau de aceitação? e no caso de joão Pessoa? samba de salão =samba de "escola de dança" ou a possibilidade de se tornar um elemento fora das escolas tal qual o forró ( parte integrada da cultura d apopulação)?
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latifundiários e banqueiros ( ricos)
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historicamente renegado por esta classe, com excessão de poucos eruditos ou artistas de vanguarda
ex: villa-lobos reconhece o valor musical do samba e torna possível uma ponte entre o popular e o erudito
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historicamente renegado por esta classe, com excessão de poucos eruditos ou artistas de vanguarda
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pobres ( ex-escravos, operários, comerciantes, prostitutas)
história:
"Ao contrário do que se imagina, o samba nasceu no asfalto; foi galgando os morros à medida em que as classes pobres do Rio de Janeiro foram empurradas do Centro em direção às favelas, vítimas do processo de reurbanização provocado pela invasão da classe média em seus antigos redutos." (no caso rio de janeiro)
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classe média
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visão de classe
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moral
problemáticas da demonização ou desprezo do corpo pela tradição religiosa-filosófica
possível interpretação radical: corpo como o espaço onde o pecado se manifesta. Se dança for encarado como a celebração/interação do corpo, há possibilidade de interpretar a dança como o terreno propício ao pecado.
vinculação do samba ao carnaval: festa pagã que antecede a quaresma e a páscoa. samba como a "trilha sonora" da devassidão
letras e conteúdos de música por vezes falam de amor sensual, bebida e jogatina. valores incompatíveis com algumas religiões. pode se ver tais letras como uma apologia
+ - negociações e soluções: grau de aceitação do samba pelas comunidades religiosas
soluções objetivas: uso de música instrumental ou adaptação do ritmo com letras de cunho gospel (samba gospel?) onde o conteúdo da letras não vai de encontro com certas crenças religiosas.Pergunta/perigo: pode haver uma descaracterização da dança ou do ritmo em prol dos valores daqueles que dançam?
soluções subjetivas: "abstração" por parte do religioso das letras que apresentem divergência ao seu ponto de vista e dogmas. prática da tolerância. pergunta: qual o limite da tolerância?
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arte
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música e corpo
letra e interpretação
- gêneros de samba
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normatização passos do samba ( na dança de salão) SYLLABUS
+ - histórico:ano 2001, rio de janeiro. iniciativa/reunião de um conjunto de professores de dança de salão. para unificar e normatizar principais passos , seus respectivos nomes e diretrizes para ensino / competição de samba de salão
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critérios:
- exclusão d epassos acrobático ( isto é, passos em que um dos parceiros sai do solo)
- exclusão de passos não característicos da dança brasileira
+ - passos principais ( básico, intemediário, avançado) SYLLABUS
BÁSICO
Passo Básico - quadrado(Basic)
Saída Lateral (Lateral Parting)
Tirada ao lado (Lateral Drawing)
Cruzado (Crossed)
Gancho (Hook)
Balanço (Swing)
Caminhada (Promenade)
Esse (letter "S")
Giro da Dama (Lady's Spin)
Puladinho (Jump)INTERMEDIÁRIO
Romário (a soccer player name)
Tirada de Perna (Leg Taken Off)
Assalto
Facão (Big Knife)
Gancho Redondo (Round Hook)
Trança (Twist)
Tesoura (Scissors)
Balão Apagado (Falling Balloon)
Picadinho (another Twist)
Mestre SalaAVANÇADO
Pião (Top, spinning toy)
Pica-pau (Woodpecker)
Escovinha
Bicicleta (Bike)
Enceradeira
fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Samba_de_gafieira
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critérios:
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dança e estilo
estilo (definição) : termo vago. no geral um grupo de características mais ou menos constantes e definidas que permitem a identificação da arte produzida em um dado período histórico (estilo medieval, por exemplo), em uma região (o estilo francês), por um grupo de artistas (estilo dos Itinerantes), de um único artista (o estilo de Michelangelo) ou de uma fase em sua carreira (as três fases de Beethoven) de uma corrente estética (estilo neoclássico), e permitem relacionar uma obra à sua origem
+ - samba funkeado
pioneiro jimmy de oliveira
"Este samba mudou drásticamente as posições-base do samba tradicional, trabalha-se linhas, diagonais, explora-se a música em todas as suas variantes (batida forte, fraca, pausa, contratempo, melodia, voz, instrumentação) e sua execução é tão abrangente que possibilita a transformação de uma comunicação corporal real em virtual ou vice-versa.
Técnicamente o que se executa dentro deste estilo são: contrações, torções, encaixe e desencaixe, dissociação de cinturas, flexões, extensões e musicalidade. "http://www.jimmydeoliveira.com/sgc/webContent/paginas/jimmy/conheca/o-samba-funkeado.asp
influenciado pelo hip-hop e jazz principalmente
samba tradicional
fontes:https://pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_%28arte%29
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instrumental:
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Cavaquinho
Violão
Pandeiro
Surdo
Tamborim
Tantã
Bandolim
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tese,antítese e síntese do samba
tese inicial: sem regras, ou antes musicalidade e regraas de dança e instrumentos advindos de outros ritmos estrangeiros (africano, indígena,europeu)
antítese: formação de um conjunto básico de instrumentos, espaços próprios, regras e passos do ritmo. tendência a cristalização e normas (ainda em processo)
síntese: estilização do samba em sua dança, surgimento de variações e improvisações fora das diretrizes básicas. possibilidade de apreensão de passos fora do normatizados. dificilmente se tornará regrado como o ballet devido ao próprio caráter popular e expansivo. criação de espaços e apresentações fora do salão ( intervenções públicas, happening). matização com outros ritmos
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primeiro olhar para o samba de gafieira
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quem nunca viu , como o vê?
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olhar do estrangeiro
samba em competições internacionais: leitura norte americana do ritmo onde houve completa descaracterização do que no brasil se entende por samba . uma estrnah mistura de ritmos latinos.
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olhar do estrangeiro
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quem nunca viu , como o vê?
segunda-feira, 3 de junho de 2013
de anima livro 1- aristóteles-2011-mestrado
---+ Alma
* princípio dos animais
* objetivo do estudo : conhecer sua natureza e substância ;bem como seus atributos
* quais afeccções própria à alma
* quais afecções que subsistem nos animais graças a alma
* problema do método
* há um método ou vários para conhecer a alma?
* que método é esse?
* qual gênero alma pertence? ( requisito para escolha do método)
* é determinada substância?
* qualidade,quantidade?
* alma é em potência ou é uma certa atualidade?
* alma é divisível?
* se for:
* deve-se estudar as partes
* ou devemos estudar como um todo?
* ou devemos estudar as funções?
* toda alma é de mesma forma?
* se não for:
* qual diferença de gênero
* qual diferença de espécie
* há uma única definição de alma?
* parágrafo 402b16 -digressão sobre o conhecimento
* conhecer o que é algo:
* auxilia a considerar as causas daquilo que se atribui a substância
* exemplo: conhecer reta e curva ajuda a perceber quanto os ângulos retos equivalem ao ângulo do triângulo
* já atributos contribuem em saber o que algo é
* saber sobre a maioria do atributos de algo auxilia a saber o que esse algo é
* uma definição sobre algo que não nos leva ao conhecimento dos atributos é vazia
* As afecções da alma são todas comuns a quem / ou o quê possui alma ou há uma afecção própria somente à alma?
* alma nada faz sem o corpo
* exemplo:persistir, ter vontade e perceber
* mas e o pensar ? é próprio da alma somente?
* resposta: não
* pensar é um tipo de imaginação e não poderia existir sem o corpo
* se alguma das funções ou afecções da alma é própria à alma ela seria separável
* Mas se nada lhe é próprio: a alma não seria separável ( 403a3)
* Todas as afecções da alma ocorrem com um corpo
* ex: ânimo ,mansidão,medo,comiseração,ousadia,alegria,amar,odiar
* corpo é afetado de algum modo e simultaneamente as afecções da alma(403a16)
* AFECÇÕES SÃO DETERMINAÇÕES DA MATÉRIA (403A24)
* por isso cabe a quem estuda a natureza o estudo da alma ( seja qual tipo de alma for)
* estudioso da natureza aborda todas a s funções e afecções que correspondem a um tal corpo e tal matéria, o
* afecções que não são correpondnetes a um tal corpo e tal matéria deixa para outros ( médicos,c arpinteiros)
* o que não é separável , mas não é afecção de um tal corpo ( mas é abstrato) relega-se aos matemáticos
* ao filósofo cabe tratar do que é separado de tal corpo e de tal matéria .
* afecções da alma inseparáveis da matéria natural dos animais ( ânimo e temor)
* capítulo 2 - recolho de opiniões dos predecessores que afirmaram algo sobre a alma
* o que mais parece pertencer a alma por natureza?
* o animado difere do inanimado em: movimentos e percepção sensível
* caracteres advindoss dos predecessores de Ari ( variando a ênfase entre as duas características conforme o predecessor)
* Demócrito: alma é algo quente ou espécie de fogo
* devido a existência de infinitos àtomoes , diz que os de forma esférica são fogo e alma.
* os esféricos que são alma por tudo permear
* alma por tal fluxo de átomos que tudo penetram dão movimento as coisas
* pitagóricos
* alma são as poeiras no ar
* por sua vez tal poeira faz com que se movam
* movimento contínuo, mesmo na calmaria
* todos no geral
* alma move-se por si mesmo
* tudo o mais é movido pela alma
* Anaxágoras
* alma é o que faz mover
* trata alma e intelecto como o mesmo embora insinue como diferentes
* não explica como isso é possível/contradições
* Ari critica : intelecto não subsiste nos animais mesmo tendo alma
* observação: todos que deram atençãO AO FATO DE QUE O ANIMADO SE MOVE SUPUSERAMQ UE A ALMA É POR EXCELÊNCIA AQUILO QUE FAZ MOVER
* observação 2: aqueles que se detiveram no fato de de que o animado conhece e percebe os seres, identificaram a alma aos principios: seja um princípios seja a uma pluralidade de princípios
* pluralidade de princípios:
* Empédocles :compõe a alma a partir de todos os elementos (raizes)
* Platão no timeu:compõe a alma a partir dos elementos : smelhante é conhecido pelo semelhante e as coisas compostas a partir dos princípios.
* PRINCÍPIOS - quais e quantos são eles
* divergÊNCIA entre os que consideraram:
* princípios como corpóreos
* princípios como não corpóreos
* princípios mesclados :combinação entre corpóreos e incorpóreos
* diferença quantitativa
* os que consideram princípios múltiplos
* os que consideram princípio único
* envolvimentos entre princípios e alma
* antigos supunham que o que por natureza é fonte do movimento ( alma) deve estar entre os primeiros princípios
* demócrito: alma=intelecto
* alma: está entre os corpos primordiais e indivisíveis
* move-se pela pequenez e formato d esuas partes.
* Anaxágoras
* problema: alma parece diferir de intelecto , entretanto trata como se fossem uma única natureza
* exceto quando trata intelecto como princípio de tudo
* intelecto é o único sem mistura, simples, puro
* discorre sobre o conhecer e o mover: o intelecto como o que move tudo
* Diógenes:
* alma é ar
* composto de menores partículas
* princípio de tudo
* tanto conhece como move
* movimentação fruto das partículas pequenas
* conhecimento por ser primeiro princípio
* Heráclito
* alma como princípio
* exaqlação a partir do que tudo o mais se constitui
* alma como o mais incorpóreo como o sempre mais fluente
* ALcméon
* suposições a respeito da alma
* imortal
* sempre movente a alama, e tudo o que é divino move-se : alma , lua, sol, astros ,céu inteiro
* Hípon
* alma é água
* Crítias : alma é sangue
* GERAL: todos definem a alma por 3 atributos
* a percepção sensível
* movimento
* a natureza incorpórea
* observação: todos que definem a a alma tmabém pelo conhecer fazem dela ou um elemento ou algo proveniente de um elemento
* Capítulo 3 sobre o movimento
* atributo da alma:movimento
* não é necessário que aquele que faz mover seja também esteja ele próprio em movimento
* MAS tudo só é movido de 2 modos
* movido por outro
* o que está em algo que se move
* exemplo: navegante dentro do navio
* movido por si mesmo
* 4 movimentos (406a13)
* locomoção
* alteração
* decaimento
* crescimento
* qual dos 4 movimentos a alma se moveria? um, todos..?
* o movimento da alma é sua substância ou move-se por acidente?
* se a alma se move por natureza, também poderá ser movida por coerção
* similaridade com o repouso: por natureza em repouso por coerção pode ser posta em repouso
* quais seriam os movimentos e repousos por coerção da alma?
* se a alma se move para cima é fogo; se por baixo terra, pois estes são so movimentos de tias elemnetos
* se alma move o corpo seria seria razoável que ela se move de maneira similar ao corpo?
* se assim fosse a alma se moveria por locomoção ( = ao corpo) , mudando de lugar
* mas se fosse assim a alma pudesse se locomover mudando as partes, os animais mortos poderiam reviver, pois a alma poderia sair e voltar ao corpo
* mas se alma,, s e movesse por acidente e por coerção, ela poderia ser produzido por outro e não pela própria alma
* mas o que é movido por si mesmo não precisa ser movido por outro, exceto por acidente
* poderia, nesse caso, se dizer que a alma, caso se mova, é movida pelos objetos da percepção sensível
* MAS se ALMA MOVE a si mesma , também está em movimento
* mas se todo movimento é deslocamento do movido enquanto é movido então a alma se deslocaria de sua substância
* até 407b13- digressões platônicas sobre o timeu
* acomadam e instalam a alma no corpo , nada definindo em acréscimo sobre a causa e o modo como o corpo se mantém,
mas é necessário o que um faz , o outro sofre
* capítulo 4 alma como espécie de harmonia
* hamonia:mistura dos contrários e que o corpo é constituído a partir dos contrários
* alma não pode ser nenhuma razão ou composição dos mistos
* razão entre carne e o sso não é harmônica
* e se isso é permitido, a razão entre almas e corpos podem ser diversas
* exemplo: várias almas em um corpo
* movimento não é fruto da harmonia
* harmonia referente a saúde ou a as virtudes físicas
* se pode ver harmonia sobre duas perspectivas
* a composição das magnitudes naquilo que tem movimento e poisção, quando se ajustam entre si, sem admitir nada semelhante entre elas
* falso. as composições das partes são muitas e de muitas maneiras
* como pode o intelecto ser a composição de tão diversa harmonia em tantos graus diversos? e a percepção , ou o desejo? cmo podem ser partes fundamentais de harmonia em tal diversidade de composições
* ou harmonia como razão dos mistos
* empédocles
* cada uma das partes do corpo obedece a uma certa razão.
* mas a alma é esta razão do corpo ou é algo diverso que que vem depois das partes?
* conclusão: alma não pode ser harmonia, nem se locomover em círculo.
* é possível que a alma se mova por acidente, e que mova si mesma
* mas não é possível que a alma se mova de lugar ( sem corpo)
* quanto a questão de que alegria, amor, ódios são movimentos da alma
* desnecessário
* melhor dizer ue o homem faz essas ações com a alma.
* o movimento , nesse caso, não existe nela
* mas , por vezes chega a ela ( percepção sensível)
* por vezes parte dela ( reminiscência , até chegar aos moviemntos e estabilizações nos orgãos da percepção)
* intelecto e alma : relação
* intelecto: certa substância não-corruptível
* pensar e inquirir se deterioram quando orgãos intenros se corrompem
mas pensar e inquirir po si mesmos são impassíveis * raciocinar, amar odiar: NÃO são propriedades do intelecto, mas daqueles que possui intelecto, enquanto possui.
* tais afecções se deterioram com o conjunto que possui
* possibilidade de ser algo divino e impassível
* velhice: velhice não acontece porque a alma sofre algo, e sim o corpo em que ele está sofre algo
* conclusão : NÃO É POSSÍVEL QUE ALMA SE MOVA
* e s e de todo não se move, também não se move por si mesma
* realma como um número que move por si mesmo
* tolice
* duas impossibilidades:
dizer que a alma se movedizer que é número * como dizer que uma UNIDADE se mova?
* se não tem partes e é indiferenciada?
* se tem partes é móvel
* se é m´ovel tem diferenças
* se de um número é subtraído um número ou unidade o resto é um número diverso
* mas as plantas e muitos animais, quando seccionados, continuam a viver e parecem ter a mesma espécie de alma.
* SImilar raciocínio ao falar de unidades e de corpúsculo
* àtomos esféricos de demócrito
* átomos como pontos 9quantidade) é preciso que se movam e sejam movidos ao mesmo tempo( pois se unidade básica, então nada pode movê-los senão a si mesmos)
* se no animal o que faz mover é a alma; no número (quantidade, seja átomo ou número) o que fará mover é a alma
* não é possível que o átomo o faça mover e seja movido se não ocorre o memso com o corpo.
* como pode a unidade ( que erroneamente atribuiu-se ao que faz mover)ser a alma?
* seria preciso que a alma se diferenciasse das outras unidades
* ma simpossível: se unidade só pode ser diferenciada de posição e nada mais
* PRoblemas; se as unidades dentro do corpo são diferentes dos pontos do corpo, serão dois conjuntos de unidad eocupando mesmo o mesmo lugar;
* se duas coisas podem estar no mesmo espaço o que impede de um número sem limites?
* aquilo que ocupa um lugar indivisível é também indivisível
* se por outro lado o número da alma = pontos do corpo pq nem todos corpos tem alma?
* capítulo 5
* probelmas de quem diz que a alma é composta por párticulas sutis e que ele se move pela alma ( como demócrito)
* se a alma está por todo corpo seria necessária que a alma e corpo estivessem no mesmo ( supondo que alma é corpo.)
* mas dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço!
* quanto aos que dizem que alma é número
* seria preciso que em um único ponto houvesse muitos pontos
* ou é necessário estarem em um único ponto muitos pontos
* ou ainda dizer que todo corpo terá alma
* se supormos que nenhum número diferente e diversos de ponto subsistentes no corpo o sucedem
* como o animal se moveria pelo número? ( mesma justificativa das partículas mínimas de demócrito.) Ao mesmo tempo teria que o número mover e ser movido, ocupar num ponto, uma diversidade de pontos
* 409b18
* 3 são os modos de definição da alma da tradição
* alma pode mover por si mesma
* ou que ela é um corpo composto de corpos sutis, incorpóreos
* alma composta de elemntos
* alma conhecria semlhante pelo semelhante: alma idêntica ao que se conhece
* mas conhecer os elementos não quer dizer que conhece a composição ou razão ou a mistura de todos o s elementos
* mas digamos que a alma tenha essa habilidade
* mas como conhecerá o conjunto ? como ser composta dos elementos que compõe o mundo fará com que ela conheça o que é o homem, carne e o sso??
* teria que além da composição, a alma teria que ter a razão e a composição
* IMpossível
* como se na alma houvesse uma pedra ou um homem
* seria tal alma composta apenas de elementos que são comuns às substâncias?
* como conhecer então cada coisa se elas são compostas por quantidades e qualidade diferentes, mesmo com composição semelhante?
* o que unifica a alma? ( problema)
* elementos parecem com a matéria , parece entretanto o que os junta é superior
* se é o intelecto
* problema: nem todos os seres de alma são dotados de intelecto
* como o intelecto seria formado por elementos?
* alma partível ou una?
* o que diabo manteria a alma una ou partível
* quais seriam essas partes
* se são partes como funcionam essas potências no corpo
* quando partido o corpo se movimenta
* sinal de particonamento da alma?
* se alma faz inúmeras atividades: fazemos com a alma inteira ou com partes ?